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4 de mar de 2014

Não me peça isso...


Não me peça para sair de tua cabeça
Que me vista com decoro, se vou ficar aí dentro
De tua faminta mente

Não me peça isso, vou ficar, ou melhor, ficaremos
O mais indecorosamente possível, não me olhes assim
Olhe apenas o amor que sinto por ti

Alimentarei teus desejos, saciarei tuas vontades
Te deitarei sobre mim, acariciarei teu colo
Teus lábios com suculentos beijos meus
Deitarei ao teu lado até que a noite se vá
Que o Sol nos importune pela manhã, cheio de ciúmes

Antes de ir-me embora
Mais uma vez selaremos nossos corpos ainda suados
Exalando perfumes inebriantes de paixão
Molharemos nossas mãos e deslizaremos nossos contornos
Nossos vales profundos..., exploraremos mais uma vez

Não peça para me cobrir
Sairei assim como vim
Nu de tudo, de moral ou censura
Pois aos amantes, confinados sobre a cama
Tudo é permitido e ousado, basta sentir e desejar

Lá fora sim, precisarei de panos que me cubram
Pois ao olhar alheio e inculto
Chocarei os ignorantes que não sabem o que é amar
Amor de verdade, sentido, que as vezes machuca
Que por vezes demora a vir...

Tenho, meu amor, que ir
Mas, antes me cubra de beijos

Cada beijo teu tem sabor sabor de morango
Levo para casa este aroma de fruta madura
Encho meu peito com toda tua ternura
Um dia poderei ficar e não mais seguir meu caminho vazio
Sentaremos ao sol da manhã na varanda de nossa casa
Além do horizonte, da colina, da mata fechada

Gerson Araujo Almeida

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